Guia de Milhas: do zero à primeira passagem
A gente assistiu aos 10 maiores cursos gratuitos de milhas e reuniu o que eles ensinam sobre acumular, transferir e usar suas milhas.
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Pegamos os 10 maiores cursos gratuitos de milhas e assistimos a mais de 70 aulas em vídeo, além de ler 21 artigos. No meio do material havia bastante propaganda e alguns números desatualizados. Por isso, reunimos aqui os pontos em que os cursos concordam e que continuam válidos em 2026.
O guia foi escrito pela equipe da HeyMiles. Em alguns trechos, mostramos como a nossa ferramenta pode ajudar, mas você consegue seguir todo o processo sem usá-la.
Antes de pensar em cartão, clube ou promoção, vale entender que milha funciona como moeda. Ela tem cotação, sobe e desce, então dá pra pagar caro ou barato por ela. Quando você acompanha esse valor, pode viajar gastando 30% a 90% menos. Se você olha apenas para os pontos que aparecem na fatura, fica fácil usá-los mal e perder dinheiro sem perceber.
Parte 1: como funciona o mundo das milhas
Pontos e milhas não são a mesma coisa
Todo mundo usa as duas palavras como sinônimo, mas existe uma diferença prática. Pontos moram nos programas dos bancos: Livelo (Banco do Brasil e Bradesco), Esfera (Santander), Iupp (Itaú), Átomos (C6). Milhas moram nos programas das companhias aéreas: Latam Pass, Smiles (da Gol) e Azul Fidelidade.
O caminho costuma começar no banco. Você junta pontos, espera um bom momento pra transferir e manda o saldo para uma companhia aérea. A partir daí, esses pontos viram milhas e podem pagar passagens. Depois da transferência, a milha não volta a ser ponto nem passa para uma companhia concorrente. Pontos também não costumam circular entre bancos, salvo exceções pontuais, como Átomos para Livelo, e transferências entre programas internacionais parceiros.
Você já pode abrir conta grátis na Livelo e na Esfera, mesmo sem ser cliente dos bancos ligados a esses programas.
O milheiro, que é o preço da milha
Como ninguém negocia uma milha de cada vez, os preços são calculados por milheiro, ou seja, por um lote de 1.000 milhas. É essa unidade que permite fazer as comparações:
| Moeda | Valor de mercado aproximado |
|---|---|
| Pontos de banco (Livelo, Esfera) | R$ 35 a R$ 42 o milheiro |
| Milhas Latam Pass | R$ 23 a R$ 27 |
| Milhas Smiles | R$ 15 a R$ 17 |
| Milhas Azul | R$ 14 a R$ 16 |
Conferimos esses valores em agosto de 2026. A cotação detalhada está no nosso levantamento de preço do milheiro. Embora os preços oscilem, o ponto de banco costuma valer mais porque ainda pode ser multiplicado numa transferência com bônus. Já a milha da Latam vale mais que a da Smiles e a da Azul porque a Latam distribui menos bônus e, com isso, há menos milhas circulando.
Por isso, uma passagem de 40.000 milhas Latam pode custar mais que outra de 50.000 milhas Smiles. Comparar apenas a quantidade de milhas engana. Antes de escolher, converta os dois valores para reais.
Quanto custou a sua milha (o CPM)
Pra fazer essa conversão, você precisa conhecer o CPM, que é o custo por milheiro. Divida o valor gasto pela quantidade de milheiros recebida. Se você gastou R$ 350 para ter 20.000 milhas, por exemplo, seu CPM foi de R$ 17,50. Já a milha recebida numa compra que você faria de qualquer jeito teve custo zero.
A mesma conta ajuda tanto no acúmulo quanto no resgate. Ao juntar, o CPM mostra se a promoção vale a pena. Ao comprar uma passagem, multiplique a quantidade de milhas pelo valor de mercado do milheiro e compare o resultado com o preço em reais. Se o custo das milhas for menor, use-as. Se for maior, pague em dinheiro e guarde o saldo pra outra ocasião.
Um dos cursos mostra bem essa diferença. Uma passagem custava R$ 567 em dinheiro ou 13.600 pontos. Pela conta (13,6 x R$ 21), os pontos usados valiam R$ 285, então o resgate compensava. Em outro horário, o mesmo voo pedia 77.900 pontos, equivalentes a R$ 1.635. Nesse caso, pagar com pontos sairia muito mais caro, ainda que a passagem parecesse "de graça".
Se você não quiser abrir três sites pra fazer essa comparação, a busca da HeyMiles mostra o mesmo voo em Smiles, Latam Pass e Azul lado a lado, já em ordem de preço.
Parte 2: cinco formas de acumular, da melhor para a pior
O cartão de crédito costuma receber mais atenção, mas é a forma menos eficiente de acumular pra quem tem um gasto mensal comum. Os cursos chamam esse acúmulo de "milha em conta-gotas". Há outras quatro opções que costumam render mais e, por isso, aparecem antes nesta lista.
1. Compras bonificadas
Essa é a estratégia mais recomendada nos cursos porque aproveita compras que você já faria. Antes de comprar algo online, entre no site da Livelo ou da Esfera, procure a loja e siga o link indicado pelo programa. O produto e o preço continuam iguais, mas a compra passa a render pontos por real gasto.
Em dias comuns, os parceiros pagam 1 ou 2 pontos por real. Durante as promoções, esse valor sobe pra 6, 8, 10 e, às vezes, 15 pontos por real. Entre os parceiros estão Amazon, Casas Bahia, Magalu, Mercado Livre, Renner, Natura, Carrefour, Netshoes, Booking e farmácias. No caso das farmácias, só o que não é medicamento pontua.
Uma compra de R$ 1.000 no cartão comum gera cerca de 200 pontos. Se essa mesma compra passar pelo link da Livelo numa promoção de 10 pontos por real, ela gera 10.000 pontos. Isso representa 50 vezes mais, e os pontos ainda podem dobrar numa transferência com bônus. Em um dos cursos, o autor conta que comprou R$ 20.370 em eletrodomésticos para mobiliar o apartamento, sempre por lojas parceiras. As compras renderam 113.000 pontos, depois usados em quatro passagens de ida e volta para a Espanha.
Os cursos repetem que "toda compra conta", seja fralda, produto de limpeza, presente de Dia das Mães ou tênis. A ideia é manter as compras de sempre e mudar apenas o caminho até a loja.
Pra receber os pontos sem dor de cabeça, tome quatro cuidados:
- Entre na loja sempre pelo link do programa. Se for direto ao site da loja, não pontua.
- Leia o regulamento da promoção, porque às vezes ela só vale pra certas categorias.
- Tire print do processo, com data e URL. Se os pontos não caírem em 30 dias, é sua prova pra reclamar.
- Compare Livelo e Esfera antes de fechar: a mesma loja pode estar pagando mais em um deles naquele dia.
2. Transferência bonificada
Depois de juntar pontos com as compras bonificadas, espere uma transferência com bônus para multiplicá-los. Todos os cursos insistem em nunca transferir pontos do banco pra companhia aérea sem bônus. Fora de uma promoção, 1.000 pontos viram 1.000 milhas. Com bônus de 100%, viram 2.000. Ao transferir antes da hora, você abre mão dessa diferença.
Promoções de transferência aparecem quase toda semana. A Smiles costuma oferecer de 80% a 100% de bônus, a Azul vai de 70% a 110%, e a Latam oferece menos, entre 10% e 40%. Ainda assim, o maior percentual nem sempre dá o melhor resultado. Como a milha da Latam vale mais, um bônus de 30% pra Latam pode render mais que um de 100% pra Smiles. O CPM ajuda a comparar as duas opções.
Os melhores bônus do ano se concentram em algumas épocas: a Black Friday em novembro, que é o melhor mês com folga, o aniversário da Livelo em maio e o da Esfera em setembro. Assinantes de clubes também costumam receber um bônus maior na mesma promoção, como 100% enquanto o público geral recebe 60%.
Ao transferir, as milhas passam a seguir o prazo de validade do programa de destino, em geral de 1 a 2 anos. Por isso, a transferência com bônus também pode salvar pontos que estão vencendo no banco. No restante do ano, os cursos recomendam deixar o saldo na Livelo e na Esfera, que funcionam como um cofre neutro. A transferência só acontece quando aparece um bom bônus e você já tem uma viagem em vista naquela companhia.
Acompanhar todos esses programas manualmente dá trabalho. O Radar de Promoções da HeyMiles monitora os canais oficiais de Livelo, Esfera, Smiles e Latam Pass 24 horas por dia e lista os bônus minutos depois de entrarem no ar.
3. Clube de pontos
Os clubes são assinaturas mensais dos programas de fidelidade. Você paga uma mensalidade e recebe pontos todo mês, mas esses pontos, sozinhos, saem caros. A assinatura costuma compensar pelos benefícios adicionais, como bônus maiores nas transferências, cupons pra comprar pontos com 50% de desconto ou mais e uma pontuação melhor nas lojas parceiras, por exemplo, 8 pontos por real em vez de 6.
Se decidir assinar, espere uma promoção de boas-vindas, que costuma aparecer várias vezes por ano, e escolha o clube de uma companhia que você realmente usa. Na dúvida, o Clube Livelo é o mais flexível porque os pontos podem ser enviados aos principais programas parceiros, entre eles Smiles, Latam Pass, Azul e outros. Também não adianta cancelar e assinar de novo pra tentar receber outro bônus. Existe uma carência de cerca de 6 meses para uma nova promoção, e os bônus prometidos são liberados aos poucos durante o contrato. Se você sair antes da hora, perde o restante.
4. Compra de pontos em promoção
Também dá pra comprar pontos diretamente. Pelo preço de tabela, de R$ 70 a R$ 80 o milheiro, dependendo do programa, a compra nunca vale a pena. Durante uma boa promoção, porém, ela pode ser a forma mais rápida de completar o saldo para uma viagem grande.
Os cursos chamam a combinação de compra e transferência de "estratégia do carrinho". Você espera uma transferência com bônus alto e, no mesmo dia, compra os pontos com o desconto de assinante do clube, de 50% ou mais, que leva o milheiro a R$ 35. Em seguida, transfere o saldo e aproveita o bônus. Se ele for de 100%, cada milheiro que custou R$ 35 passa a sair por R$ 17,50, quase metade do valor de mercado.
Os cursos usam alguns valores como referência para decidir se a compra compensa. Pontos de banco valem a compra abaixo de R$ 35; milhas da Smiles e da Azul, abaixo de R$ 17,50; milhas da Latam, abaixo de R$ 23. Se o preço passar disso, espere outra promoção.
O uso mais comum é completar o saldo. Se a viagem da família pede 120.000 milhas e você juntou 100.000, pode comprar as 20.000 restantes durante a promoção certa.
5. Cartão de crédito
O cartão de crédito também ajuda, desde que você tenha uma expectativa realista. Quem gasta R$ 5.000 por mês junta cerca de 45.000 pontos por ano, já contando uma boa transferência bonificada. Esse saldo dá uma viagem nacional ou uma viagem bem escolhida pela América do Sul.
Comece descobrindo se o seu cartão pontua e quanto. Você pode pesquisar no Google "nome do cartão pontua" ou consultar o aplicativo do banco. Uma boa pontuação começa em 2 pontos por dólar gasto, o padrão dos cartões Visa Infinite e Mastercard Black, e não vale trocar de banco por menos que isso. Depois, concentre os gastos da casa em um único cartão que pontue. Se espalhar as compras por três cartões, você pode não alcançar a meta de isenção de nenhum deles.
Também negocie a anuidade em vez de aceitar o valor cheio. Dois dos cursos sugerem ligar para o banco, explicar que a cobrança está pesada e dizer que você pensa em cancelar. A primeira ligação costuma render 50% de desconto. Depois de 1 a 3 meses, ligue novamente e tente negociar o restante. Se o atendente não ajudar, encerre a ligação e tente em outro dia. Só não aceite pagar a anuidade com pontos, pois eles valem mais em outros usos.
Os cartões co-branded, como Latam Pass Itaú, Smiles e Azul Itaucard, pontuam mais, mas enviam as milhas diretamente para uma única companhia. Eles fazem sentido pra quem costuma voar com ela. Se você prefere comparar programas e escolher depois, um cartão comum ligado à Livelo dá mais liberdade.
Em qualquer caso, coloque no cartão apenas o que você já pagaria normalmente. Os juros de uma fatura atrasada anulam qualquer vantagem das milhas.
Outras fontes de milhas ao longo do ano
- Voando: coloque seu número de fidelidade em toda compra de passagem, mesmo pagando em dinheiro. Se esqueceu, dá pra creditar voos passados no site do programa; o prazo varia de 60 dias a até 6 ou 12 meses, dependendo do programa e da companhia parceira.
- Uber: comprar crédito de Uber pelo site da Smiles gera milhas, pelo mesmo preço do app. Assinante do clube ganha bônus extra.
- Hotel e carro: reservar pelo shopping do programa de fidelidade, em vez de ir direto ao Booking, pontua por real gasto.
- Contas e boletos no cartão: dá pra pagar luz, água e telefone por apps, com limites mensais e às vezes taxas. Rende pouco, então faça a conta antes e pague apenas as suas contas, porque pagar boleto de terceiros em volume chama atenção da Receita Federal.
Parte 3: como gastar bem
Juntar muitas milhas ajuda pouco quando elas são gastas numa emissão ruim. Um dos cursos resume essa ideia com a frase "milhas não começam no cartão, começam na emissão". Antes de acumular, defina pra onde quer ir. Depois, veja quais companhias atendem o destino e quais programas permitem emitir passagens nelas. Assim, você concentra o acúmulo na moeda que poderá usar naquela viagem.
Tarifa promocional e tarifa de conversão
As companhias trabalham com dois tipos de preço em milhas. Na tarifa comercial, também chamada de dinâmica, o preço em dinheiro é convertido em milhas. Quando a passagem está cara em reais, ela também fica cara em milhas e perde a vantagem. A tarifa award, que pode ser promocional ou de tabela fixa, oferece uma quantidade limitada de assentos por um valor melhor em milhas.
Pra encontrar esses assentos, ajuda ter flexibilidade de data, como poder viajar em maio em vez de abril, e pesquisar com 6 a 12 meses de antecedência no caso de destinos concorridos. Miami tem disponibilidade o ano todo, enquanto o Japão na época das cerejeiras exige mais de um ano de planejamento.
Procurar esses assentos manualmente pode levar tempo. Na HeyMiles, dá pra pesquisar um mês inteiro, uma estação ou uma região de uma vez, filtrar apenas os voos award e criar um alerta por e-mail para quando aparecer um voo abaixo do limite de milhas definido por você.
Tabela fixa dos parceiros
Os programas nacionais têm parceiros internacionais que cobram um preço fixo por trecho, inclusive na alta temporada. Os cursos citam voos dentro do Brasil por 7.500 pontos AAdvantage, da American Airlines, voando Gol pra qualquer destino, até Manaus. Também mostram um trecho que custava 73.000 pontos Latam Pass e saía por 8.500 na tabela fixa da Iberia, além de passagens na executiva da Qatar por uma fração do preço em dinheiro.
Pra quem só consegue viajar nas férias escolares e na alta temporada, vale começar pelas tabelas fixas. É onde ainda aparecem preços razoáveis em dezembro e julho.
Milhas + dinheiro
A Smiles e outras companhias permitem pagar parte da passagem em milhas e parte em dinheiro, usando um controle deslizante durante a compra. Com 15.000 ou 20.000 milhas, já dá pra conseguir um bom desconto numa passagem internacional. Antes de fechar, calcule o CPM da parte em dinheiro pra conferir se a proporção compensa.
Reservar sem ter as milhas ainda
Se encontrar uma boa tarifa award antes de ter o saldo necessário, você pode reservar a passagem e conseguir as milhas depois. Na Smiles, o recurso se chama Viaja Fácil. Você paga uma taxa de R$ 120 e tem até 60 dias antes do voo pra juntar as milhas. Como a quitação não é automática, é preciso entrar em "Meus voos" e concluir o pagamento. Caso contrário, você perde a reserva e a taxa. Na Azul, o equivalente é a Tarifa Congelada, disponível no aplicativo. Nesse caso, a quitação é automática e o valor é descontado da sua conta. Nos dois serviços, você mantém o preço encontrado e pode gerar as milhas na próxima promoção de transferência.
Classe executiva
As milhas também reduzem bastante o custo da classe executiva, que costuma sair 70% a 90% mais barata do que o pagamento em dinheiro. Uma passagem em executiva pra Europa custa de R$ 30.000 a R$ 50.000 em dinheiro, mas pode sair de R$ 5.000 a R$ 9.000. Pra chegar a esse valor, é preciso combinar tabela fixa de parceiros, compra de pontos em promoção e bastante antecedência.
O que quase nunca vale a pena
- Trocar pontos por produtos (panela, airfryer, iPhone no catálogo). O preço do produto em pontos vem inflacionado. Em um exemplo real, o valor de um iPhone no catálogo equivalia a mais de R$ 9.000 em milhas, enquanto a loja vendia o aparelho por R$ 6.300. Só troque por produto se as milhas estiverem vencendo e não houver nenhum outro uso.
- Resgatar passagem direto no site da Livelo/Esfera. Você abre mão do bônus de transferência. Quase sempre compensa mais transferir com bônus e emitir pela companhia; compare os dois caminhos antes.
- Reativar milhas vencidas pagando. Quase nunca compensa, então acompanhe o prazo e use o saldo antes do vencimento.
O que fazer quando as milhas estão vencendo
- Transferir pontos do banco pra uma companhia aérea (renova a validade).
- Usar em passagem, mesmo que seja uma viagem curta.
- Usar em hotel, aluguel de carro, ingresso.
- Só em último caso: produto ou desconto na fatura.
Parte 4: erros que custam caro
- Transferir pontos pra companhia aérea sem bônus.
- Trocar pontos por produto do catálogo.
- Pagar anuidade cheia de cartão.
- Deixar pontos e milhas vencerem. O app Oktoplus, gratuito, monitora saldos e validades num lugar só.
- Comprar por ansiedade quando o milheiro estiver acima dos valores de referência: banco acima de R$ 35; Smiles e Azul acima de R$ 17,50; Latam acima de R$ 23.
- Comprar na loja sem passar pelo link do programa de fidelidade.
- Gastar mais no cartão do que gastaria normalmente "pra pontuar".
- Olhar só o percentual do bônus sem calcular o CPM. Um bônus de 100% numa milha de menor valor pode render menos que 30% numa milha de maior valor.
- Se desesperar com promoção "só hoje". Promoção boa volta todo mês.
- Procurar uma fórmula milagrosa em vez de esperar a promoção certa e fazer o cálculo.
Parte 5: por onde começar
Semana 1 (custo zero)
- Cadastre-se de graça: Livelo, Esfera, Smiles, Latam Pass, Azul Fidelidade.
- Descubra se seu cartão pontua e quanto.
- Baixe o Oktoplus pra acompanhar seus saldos.
- Defina o destino que você quer conhecer nos próximos 12 a 18 meses. Essa escolha orienta onde você vai acumular.
Hábito diário (30 segundos)
- Antes de qualquer compra online, abra a Livelo e a Esfera e veja se a loja é parceira e quanto está pagando. O processo leva 3 cliques a mais.
Hábito mensal
- Concentre os gastos da casa num cartão que pontua.
- Acompanhe as transferências bonificadas: o Radar de Promoções da HeyMiles e canais gratuitos como Mestre das Milhas e Passageiro de Primeira avisam diariamente.
- Acumule no banco e só transfira com bônus, quando já souber o destino das milhas.
Nos momentos certos do ano
- Novembro, durante a Black Friday, maio, no aniversário da Livelo, e setembro, no aniversário da Esfera, concentram os melhores bônus de transferência e descontos na compra de pontos. Use esses períodos para colocar em prática o que você planejou ao longo do ano.
Na hora de viajar
- Pesquise a tarifa award com antecedência. O Google Flights dá uma referência do preço em dinheiro, e a HeyMiles mostra o preço em milhas nos três programas de uma vez.
- Compare sempre milhas x dinheiro, pelo CPM.
- Se o saldo for curto, considere milhas + dinheiro, ou Viaja Fácil / Tarifa Congelada pra travar o preço.
Primeira busca
- Faça uma busca de teste agora, sem conta e sem cartão. Escolha um destino (ou uma região inteira), marque um mês inteiro de datas e veja o preço em milhas nos três programas lado a lado.
Glossário rápido
- Milheiro: lote de 1.000 pontos ou milhas. Unidade de preço do mercado.
- CPM: custo por milheiro. Quanto você pagou por cada 1.000 milhas.
- Transferência bonificada: promoção que dá bônus ao transferir pontos do banco pra companhia aérea.
- Compra bonificada: compra em loja parceira, via link do programa, que gera pontos por real gasto.
- Tarifa award: tarifa promocional em milhas, com assentos limitados, na qual costumam aparecer boas emissões.
- Tabela fixa: preço fixo em milhas de programas parceiros, que não sobe na alta temporada.
- Clube: assinatura mensal de um programa, que dá pontos mensais e, principalmente, benefícios de assinante.
- Co-branded: cartão de banco com marca de companhia aérea, que pontua direto no programa dela.
- Stopover: parada de alguns dias numa cidade no meio do trajeto, pra conhecer mais destinos na mesma passagem.
Valores de milheiro, percentuais de bônus e regras de programas mudam o tempo todo. Os números deste guia são referências de ordem de grandeza, conferidas em agosto de 2026. Antes de qualquer operação grande, confira os valores atuais.
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